Diversand denuncia barreiras de acesso a tratamentos hormonais apesar do novo decreto
Associação trans andorrana destaca procedimentos complexos e atrasos na implementação da terapia hormonal financiada publicamente, pedindo ao Governo que simplifique.
Pontos-chave
- Indivíduos enfrentam percursos de cuidados complexos e recusas de endocrinologistas, forçando reinícios do processo.
- Atrasos agravam problemas de saúde mental e riscos de autolesão para pessoas trans.
- Governo afirma que não houve pedidos submetidos ou recusados; Diversand cita lacunas na prática.
- Associação pede reunião ao Ministério da Saúde para rever casos e propor soluções.
**Diversand denuncia barreiras de acesso a tratamentos hormonais apesar do novo decreto**
A associação andorrana Diversand destacou vários casos em que indivíduos que procuram terapia hormonal financiada publicamente — agora coberta por um recente decreto governamental — enfrentam obstáculos significativos devido a um percurso de cuidados complexo e procedimentos demorados.
A presidente da Diversand, Isabella Vargas, disse ao *El Periòdic* que, embora o grupo acolha com agrado a aprovação do decreto, a sua implementação tem revelado ser muito mais morosa do que o esperado. «Estamos a ver como o processo de terapia hormonal está a ser implementado», afirmou, notando resultados mistos: algumas pessoas obtiveram acesso, mas outras continuam sem poder receber cuidados ou iniciar o tratamento.
Vargas apontou casos em que os pacientes consultam um endocrinologista relutante ou incapaz de fornecer a terapia, obrigando-os a reiniciar o processo com um novo especialista. Isto leva a esperas prolongadas que agravam os problemas de saúde mental entre as pessoas trans. «Para alguém desconfortável com o seu corpo ou expressão de género, cada dia de espera significa mais sofrimento, podendo mesmo arriscar a autolesão», enfatizou.
A associação descreveu o sistema atual como gerador de ansiedade e encargos desnecessários, instando o Governo a simplificar o acesso. A Diversand aguarda uma reunião com o Ministério da Saúde para rever casos específicos e propor soluções.
O Governo, questionado sobre o financiamento, remeteu para dados do SAAS que indicam que não foram apresentadas candidaturas para tratamentos hormonais ou cirúrgicos até agora. No caso de menores, os casos são encaminhados para a endocrinologia pediátrica do SAAS; para adultos, os especialistas emitem as prescrições. Os encaminhamentos cirúrgicos passam pelo profissional de cuidados atribuído. Os responsáveis insistiram que não foram recusados pedidos, pois nenhum foi submetido, e o percurso foi desenvolvido conjuntamente pelo Ministério da Saúde, SAAS e CASS.
A Diversand mantém que as experiências na linha da frente revelam uma clara discrepância entre o decreto e a sua aplicação prática.
Fontes originais
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