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Diversand: Estigma do VIH em Andorra está a diminuir, mas prevenção continua essencial

No Dia Mundial da SIDA, a Diversand saudou a redução das ligações entre o VIH e a comunidade LGBTI devido aos avanços no tratamento que diminuem o risco de transmissão, mas alertou.

Sintetizado a partir de:
El Periòdic

Pontos-chave

  • Oito novos casos de VIH registados em Andorra este ano; dados de 2024 indicam tendência descendente nos diagnósticos.
  • Diversand enfatiza avanços no tratamento e a mensagem de que indetetável é igual a intransmissível.
  • Discriminação aberta está a diminuir, mas foi substituída por «invisibilização», limitando visibilidade e discurso sobre direitos.
  • A maioria das transmissões atuais provém de sexo desprotegido, pelo que a educação e prevenção contínuas são essenciais.

No Dia Mundial da SIDA, a Diversand destacou a diminuição progressiva do estigma em relação às pessoas que vivem com VIH e saudou o enfraquecimento da longa associação entre a infeção e as comunidades homossexual e LGBTI. O grupo notou que, embora tenham sido detetados oito novos casos positivos em Andorra este ano e os dados de 2024 apontem para uma tendência descendente nos novos diagnósticos, a prevenção continua essencial.

Isabella Vargas, presidente da Diversand, disse que quebrar a ligação histórica entre a doença e a comunidade «não é fácil», apesar do crescente aumento da consciencialização social. A organização publicou um resumo nas redes sociais sobre os avanços científicos desde que o estigma se instalou nos anos 1980, e sublinhou que as pessoas em tratamento eficaz podem levar vidas completamente normais. «Há muitos avanços na medicação e, com bom acompanhamento, a mensagem é clara: indetetável é igual a intransmissível», afirmou.

Vargas apontou sinais de que a perceção pública está a mudar, citando perguntas recebidas nos últimos anos — por exemplo, sobre se uma pessoa em PrEP poderia vir trabalhar para Andorra — e disse que tais questões são cada vez mais resolvidas em vez de usadas como base para exclusão. «Parece que já não é um impedimento. No fundo, seria discriminação», observou.

Ao mesmo tempo, a Diversand alertou que a discriminação aberta tem sido frequentemente substituída pela invisibilidade. «Não temos casos de discriminação contra pessoas positivas, felizmente. Mas também há pouca oportunidade para esse discurso surgir, porque o que existe é uma invisibilização», refletiu Vargas.

A organização sublinhou que tornar estas realidades visíveis é essencial para avançar nos direitos, na igualdade e na saúde pública. A educação contínua, a quebra de tabus e a garantia de que as pessoas com VIH são reconhecidas e tratadas com plena dignidade continuam a ser desafios em curso, tal como manter os esforços de prevenção, dado que a maioria das transmissões ainda provém de sexo desprotegido.

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