Ex-diretor de saúde de Madrid em Andorra falha comparência em tribunal no caso das mortes em lares
Carlos Mur, psiquiatra e ex-diretor sociosanitário de Madrid, não compareceu a depoimento num tribunal de Madrid que investiga os protocolos de março de 2020.
Pontos-chave
- Carlos Mur e Pablo Busca, chefe do SUMMA, faltaram; Francisco Martínez Peromingo depôs.
- Queixas citam quatro versões de protocolos de março de 2020 que alegadamente desaconselhavam transferências hospitalares para residentes dependentes.
- Documentos judiciais indicam 7291 mortes em lares abrangidas pelos casos.
- Familiares pedirão ordens de busca/detenção e possível extradição; Mur trabalha em Andorra e foi recentemente acreditado na CASS.
Carlos Mur, psiquiatra que anteriormente dirigiu os serviços de saúde mental no hospital Nostra Senyora de Meritxell, em Andorra, e serviu como diretor-geral de coordenação sociosanitária no governo regional de Madrid durante a primeira vaga da COVID-19, faltou esta semana a um depoimento num tribunal de Madrid que investiga mortes em lares regionais. Mur, que vive e trabalha em Andorra la Vella, disse a media locais que não compareceu porque não recebeu a citação judicial «por nenhum meio».
Mur devia ser interrogado ao lado de outros dois ex-responsáveis de saúde de Madrid. Francisco Javier Martínez Peromingo compareceu e respondeu às perguntas do juiz e do Ministério Público, afirmando que se opusera a aspetos dos protocolos que lhe foi pedido para elaborar. Pablo Busca, antigo chefe do serviço regional de emergência SUMMA 112, também não compareceu. Advogados dos familiares das vítimas dizem que pedirão ao tribunal ordens de busca e detenção para Mur e Busca se continuarem a faltar ao depoimento.
Familiares e procuradores alegam que uma série de protocolos sociosanitários enviados a cerca de 474 lares a meio de março de 2020 desencorajaram ou proibiram transferências hospitalares para residentes com alta dependência, demência ou deficiências graves, contribuindo para um elevado número de mortes em lares de longa duração. Documentos judiciais citados nas queixas indicam 7291 mortes em lares abrangidas pelos casos. Procuradores e algumas testemunhas descrevem os documentos — quatro versões datadas de 18, 20, 24 e 25 de março de 2020 — como contendo critérios de exclusão que na prática aconselhavam contra ou proibiam a admissão de certos residentes idosos em hospitais.
As queixas alegam que Martínez ajudou a redigir os documentos, que Mur os assinou e que Busca supervisionou respostas de ambulâncias que seguiram as orientações. Fontes judiciais e advogados dos requerentes dizem que as autoridades tentaram notificar Mur várias vezes sem sucesso; advogados de defesa das famílias descreveram as faltas como uma afronta aos familiares das vítimas e querem uma investigação judicial completa para determinar se as decisões de referência hospitalar constituíram negação discriminatória de cuidados e estabelecer responsabilidades individuais.
Reportagem local em Andorra indica que Mur trabalha em prática privada na clínica Omega Zeta, em Andorra la Vella, e recebeu recentemente autorização para contratar com a Caixa Andorrana de Seguretat Social (CASS). As autoridades de saúde andorranas justificaram a acreditação com necessidades sectoriais, citando falta de psiquiatras e uma proporção de profissionais próximos da reforma; a acreditação foi concedida em outubro e Mur foi subsequentemente incluído na folha de pagamentos da CASS.
Mur é nacional espanhol residente em Andorra. Comentaristas jurídicos e reportagem regional notam que qualquer pedido espanhol de detenção ou extradição pressionaria as autoridades andorranas a cooperar, embora considerações judiciais padrão como dupla incriminação e requisitos processuais se apliquem a qualquer processo de extradição.
Representantes das famílias e grupos de campanha exigiram repetidamente clareza e responsabilização sobre a gestão dos lares durante a pandemia. Protestos e escrutínio público em Madrid continuam desde 2020, e os requerentes dizem que prosseguirão a investigação «até haver verdade, justiça e reparação». A investigação judicial permanece aberta e os tribunais consideram pedidos de famílias e procuradores para medidas que garantam a comparência dos arguidos e investiguem a elaboração e aplicação dos protocolos de março de 2020.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Carlos Mur no es presenta a declarar per segon dia consecutiu
- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
Carlos Mur no es presenta a declarar per segon dia consecutiu
- Diari d'Andorra•
Mur no va a declarar i les acusacions demanen una ordre de recerca i captura
- Bon Dia•
Demanaran la cerca i captura de Mur per no anar a Madrid a declarar
- Altaveu•
L'excap de Salut Mental manté que no s'ha presentat a declarar a Madrid perquè no havia estat citat
- Diari d'Andorra•
Les acusacions demanaran recerca i captura per a Carlos Mur per no declarar a Madrid
- Diari d'Andorra•
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