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Primeira Terapia com Cães em Internamento na Andorra para Adolescentes na Unidade de Saúde Mental

Sessões quinzenais com cães calmos como a Tequila ajudam jovens dos 12 aos 18 anos a reduzir o stress, criar laços emocionais e abrir-se mais, integradas na rotina de cuidados no Hospital Nostra Senyora de Meritxell.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Primeiro programa de terapia com cães em internamento na Andorra lançado no Hospital Nostra Senyora de Meritxell para jovens dos 12 aos 18 anos.
  • Sessões quinzenais com cães calmos como a Tequila reduzem stress, criam laços emocionais e incentivam abertura.
  • Integrado na rotina de cuidados pela chefe da unidade Maria Giró, com forte adesão e benefícios baseados em evidências.
  • Financiado pela Fundació Aurora Fornés i Padreny, seguindo modelos internacionais com protocolos de segurança.

A Unidade de Saúde Mental Infantil e Juvenil do Hospital Nostra Senyora de Meritxell realiza agora sessões quinzenais de terapia com cães na enfermaria do quarto andar, dirigidas a internados dos 12 aos 18 anos com condições graves de saúde mental.

Organizadas pelo Kissus (também referido como Kissos Andorra), as sessões de grupo voluntárias realizam-se em dois sábados por mês. Representam o primeiro programa de terapia assistida por animais em internamento na Andorra, ao contrário de iniciativas anteriores para adultos na unidade de dia do hospital, onde pacientes externos contactavam com cães em espaços exteriores.

Cristina Pitart (também Pitarch), educadora canina e diretora do grupo, facilita as sessões com a Tequila (também Tekila), uma cadela selecionada pela sua estabilidade emocional e comportamento calmo em ambientes terapêuticos. Cães adicionais, incluindo o Bru e a Mel do Canis Grup, estão a ser adaptados, com alguns já a apoiar o trabalho com adultos em ambulatório. As atividades começam com relaxamento e criação de contacto, progredindo para jogos guiados que incentivam a interação, comunicação, ligação emocional e autoexpressão. Pitart observa que os pacientes chegam muitas vezes retraídos, mas gradualmente se abrem, relaxam e conectam-se com o mundo através do animal, obtendo ganhos emocionais e cognitivos ao mesmo tempo que reduzem o stress. A participação é opcional, mas a adesão é elevada, com alguns jovens a aguardar ansiosamente as visitas.

Maria Giró, chefe clínica da unidade, integra as sessões na rotina de cuidados, notando uma afluência próxima da capacidade máxima — mesmo de quem se prepara para a alta — que combate o estigma da saúde mental e constrói confiança para outros tratamentos. «É o dia em que mal cabemos todos», disse ela, elogiando a natureza não julgadora do cão como fonte de positividade neutra, apoiada por evidências de redução da ansiedade. As sessões também facilitam as intervenções da equipa ao distrair e envolver os pacientes.

Financiado pela Fundació Aurora Fornés i Padreny e gerido por Eduard Padreny, o projeto inspira-se em modelos internacionais comprovados, incluindo o Hospital Sant Joan de Déu em Barcelona. Padreny descreveu-o como um objetivo de longa data, apoiado por estudos que mostram benefícios como maior autoestima, com protocolos hospitalares rigorosos a garantir segurança e higiene. Lançado no final de janeiro ou início de fevereiro, a iniciativa já realizou várias sessões sem incidentes e é agora uma componente estável, não um piloto, com planos de expansão. Giró e Pitart afirmaram ambas o seu impacto duradouro e elevada aceitação.

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