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Idosos andorranos aguardam detalhes sobre adaptação do programa anti-soledade Radars de Barcelona

A Associação Andorrana de Idosos reúne-se com o Governo na próxima semana para discutir a adaptação do projeto Radars de Barcelona contra o isolamento dos idosos.

Sintetizado a partir de:
El Periòdic

Pontos-chave

  • O presidente da associação Fèlix Zapatero sublinha avaliar o Radars de Barcelona antes da adaptação, citando o pequeno tamanho de Andorra e forte monitorização informal.
  • Redes existentes incluem farmácias a alertar ausências, Cruz Vermelha e cuidados ao domicílio; casos extremos de isolamento são raros (talvez 5 no país).
  • Radars, lançado em 2008 em Barcelona, liga vizinhos e profissionais para detetar riscos em idosos; Andorra aderiu em outubro de 2025 via convenção.
  • O grupo recusa comentar proposta de co-habitação sem detalhes sobre localização, preços e acesso.

A Associação Andorrana de Idosos aguarda detalhes sobre como o Governo planeia adaptar o projeto Radars de Barcelona para combater a solidão indesejada entre os idosos, com uma reunião agendada para segunda-feira próxima ao meio-dia.

Association president Fèlix Zapatero disse que a sessão nas instalações governamentais esclareceria «exatamente o que está planeado» e permitiria ao grupo contribuir como representantes dos residentes mais velhos. Ele sublinhou a necessidade de avaliar a abordagem de Barcelona antes de identificar elementos adequados para Andorra, notando que uma replicação integral não é viável. «A situação em Barcelona não é comparável à nossa», disse Zapatero, destacando o pequeno tamanho de Andorra e as redes comunitárias existentes.

Ele apontou sistemas de monitorização informal já em vigor, incluindo vigilância de vizinhança, serviços de cuidados ao domicílio, a Cruz Vermelha e farmácias. «Se eu deixar de ir à farmácia, eles ligam-me», explicou, descrevendo isto como uma vigilância comunitária natural. Zapatero também minimizou a prevalência de casos extremos, como idosos com demência, mobilidade limitada e sem apoio familiar. «Há muito poucos assim no país todo — talvez cinco no máximo — e geralmente estão em centros especializados», acrescentou.

A associação vê valor potencial no Radars se devidamente adaptado, mas quer todos os detalhes sobre a adaptação. Lançado pelos serviços sociais da Câmara Municipal de Barcelona em 2008, o programa cria uma rede de vizinhos, lojas, farmácias, voluntários e profissionais para detetar riscos em idosos que vivem sozinhos. Os alertas acionam intervenção dos serviços sociais, verificações telefónicas regulares e atividades comunitárias para combater o isolamento e reforçar laços sociais. Em Barcelona, onde mais de 20% dos residentes têm 65 ou mais anos e 40% dos maiores de 85 vivem sozinhos, visa melhorar a saúde e o bem-estar através de melhor coordenação.

Andorra aderiu formalmente em outubro de 2025 através de uma convenção assinada pela Secretária de Estado dos Assuntos Sociais Ester Cervós e a vice-presidente da Câmara de Barcelona para os direitos sociais, Raquel Gil. A implementação envolve voluntários, coordenação paroquial e uma análise inicial das necessidades dos idosos locais. Reuniões técnicas e visitas de especialistas de Barcelona estão em curso há meses, mas Zapatero espera que o departamento de Assuntos Sociais refine o modelo para as realidades andorranas.

A associação recusou comentar a recente proposta de co-habitação para idosos da Ministra da Habitação Conxita Marsol, citando falta de especificidades. «Precisamos de saber a paróquia, os preços e as condições de acesso», disse Zapatero. «Sem detalhes, é só conversa.» Ele rejeitou paralelos diretos com modelos de co-working como inadequados.

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