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Saude·

Responsável de Saúde de Madrid Admite Falhas nas Lares de Idosos na COVID

E-mail de ex-responsável de saúde de Madrid em 2020 alertava que lares não podiam tratar doentes de COVID e apelava a transferências hospitalares para os salváveis.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • E-mail de Carlos Mur a 20 de março de 2020 pedia hospitalizar 'aqueles que podemos salvar' e mortes dignas para os restantes.
  • Lares considerados inadequados; plano de medicalização do governo falhou.
  • Admissões hospitalares de lares atingiram mínimos em 20-22 de março de 2020.
  • Mais de 7200 residentes morreram sem hospitalização em março-abril de 2020.

Um antigo responsável de saúde no governo regional de Madrid admitiu que os esforços para equipar medicamente os lares de idosos no início da pandemia de COVID-19 falharam, levando a apelos urgentes para mais transferências hospitalares.

Carlos Mur, que na altura era chefe de saúde mental no Serviço de Saúde de Madrid (SAAS) e diretor de Coordenação Sociossanitária, deu o alarme num e-mail interno datado de 20 de março de 2020. A mensagem, obtida pelo jornal espanhol El País, apelava à transferência para hospitais de «aqueles que podemos salvar», garantindo uma «morte digna» aos outros com menor probabilidade de sobrevivência.

O e-mail destacava que os lares de idosos eram inadequados para tratar residentes infetados e que o plano de medicalização do governo — destinado a levar cuidados de nível hospitalar diretamente às instalações — não estava a funcionar. Apesar deste aviso, as admissões hospitalares provenientes de lares atingiram os níveis mais baixos em 20, 21 e 22 de março, recuperando apenas no início de abril, segundo uma comissão cidadã que investiga a crise.

Dados oficiais mostram que mais de 7200 residentes morreram em março e abril de 2020 sem serem hospitalizados. As famílias têm alegado há muito discriminação no acesso aos cuidados de saúde públicos durante este período, sob a administração liderada por Isabel Díaz Ayuso.

Estas revelações sublinham a consciencialização precoce dentro do governo de Madrid das limitações dos lares, no âmbito de um escrutínio mais amplo das decisões de resposta à pandemia.

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