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Ministra da Saúde do Andorra pondera limites nas referências de pacientes para o estrangeiro

Durante debate parlamentar, Helena Mas cita novos serviços locais como a unidade de mama e a futura área de cardiologia para priorizar os cuidados nacionais, aumentar a eficiência e reduzir viagens.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Mas aberta a limitar referências para tratamentos viáveis localmente para cortar custos e viagens.
  • Nova unidade de mama operacional; área de cardiologia em breve.
  • Painel de saúde com 60 indicadores a lançar na próxima semana.
  • Novo instituto de investigação para atrair especialistas e impulsionar investigações locais.

A ministra da Saúde do Andorra, Helena Mas, não excluiu restringir as referências de pacientes para o estrangeiro em tratamentos que possam ser tratados por profissionais locais qualificados, conforme discutido numa sessão de perguntas parlamentares esta tarde.

O intercâmbio surgiu durante um debate sobre planeamento de saúde, provocado por Núria Segués, conselheira-geral do partido da oposição Concòrdia. Segués questionou o volume de atividade de saúde atualmente subcontratada no estrangeiro, perguntando que parte poderia ser gerida internamente para reduzir viagens de pacientes, aumentar a sustentabilidade financeira e melhorar a conveniência dos utentes.

Mas respondeu que o seu departamento incorpora continuamente novos serviços internamente, citando a unidade de mama recentemente estabelecida como exemplo e uma área de cardiologia iminente como perspetiva a curto prazo. Enfatizou análises contínuas de eficiência de custos que comparam referências para o estrangeiro com opções no país. «Quando já temos profissionais aqui» capazes de prestar certos cuidados, disse Mas, as referências para o estrangeiro poderiam ser limitadas, ou efetuadas avaliações adicionais sobre por que alguns tratamentos ainda requerem tratamento externo.

Mas também convidou a Concòrdia a aderir ao pacto nacional de saúde, descrevendo-o como o quadro ideal para abordar questões de planeamento. Segués recusou, reafirmando a visão do seu partido de que o pacto apenas carimba decisões do governo, e insistiu que as perguntas parlamentares bastam para a supervisão.

Sobre indicadores de saúde, Mas anunciou que um painel de controlo será lançado na próxima semana, abrangendo 60 dos 260 indicadores planeados para acompanhar a eficiência do sistema — alguns alinhados com as perguntas de Segués. Descreveu certos exemplos da oposição como «superficiais», mas adotou um tom conciliatório, notando que o sistema de saúde está a ser ampliado progressivamente com novo pessoal, infraestruturas e serviços.

Adicionalmente, Mas destacou um mecanismo iminente para atrair profissionais de saúde. Abordou o novo instituto de investigação universitária, resultante de um acordo Saúde-Universidade do Andorra, que absorve o laboratório de epidemiologia, permite investigação de pessoal local e torna o Andorra mais atrativo para especialistas estrangeiros ao oferecer oportunidades de investigação. Isto reforçaria amplamente a investigação no país.

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