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Saude·

Neuropsicóloga explica alterações no cérebro adolescente em conversa noturna

Lorena Nieto discute maturação cerebral na adolescência, impulsividade e estratégias familiares no centro El Rusc esta noite.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Cérebro adolescente mostra impulsividade acrescida devido ao córtex pré-frontal imaturo.
  • Estar atento a sinais como irritabilidade, problemas de sono ou apatia que indicam problemas mais profundos.
  • Avaliações neuropsicológicas visam cognição como atenção e funções executivas.
  • Promover sono, nutrição, exercício; limitar ecrãs para apoiar saúde mental dos adolescentes.

A neuropsicóloga Lorena Nieto vai dar uma conversa esta noite às 20h no centro El Rusc, intitulada *No és personal, és cerebral. Neuropsicologia de l’adolescència*. A sessão vai explorar as mudanças no cérebro adolescente e os seus efeitos no pensamento, emoções e comportamento.

Nieto define a neuropsicologia da adolescência como o estudo das alterações estruturais e funcionais no cérebro que sustentam o comportamento típico dos adolescentes. Enfatiza que o cérebro adolescente, ainda em maturação, difere marcadamente do adulto, levando a uma impulsividade acrescida, busca de experiências recompensadoras e controlo limitado do eu.

Chave neste processo são as funções executivas, sediadas no córtex pré-frontal — a última região do cérebro a desenvolver-se totalmente. Estas governam o planeamento, organização, sequenciação e pensamento a longo prazo, atuando como o "maestro" da cognição e comportamento.

As famílias têm um papel crucial na navegação desta fase turbulenta, diz Nieto, fomentando a expressão aberta enquanto os adolescentes exploram as suas identidades. Os pais devem estar atentos a sinais de alerta como mudanças súbitas de comportamento, alterações de hábitos, irritabilidade extrema, perturbações do sono, apatia ou perda de motivação, que podem justificar uma investigação mais aprofundada.

Uma avaliação neuropsicológica complementa as avaliações psicológicas ao focar-se em áreas cognitivas como atenção, concentração, memória, aprendizagem e competências executivas. Oferece uma perspetiva distinta, embora nem sempre essencial.

Comportamentos frequentemente interpretados como desafio — como respostas rudes, desrespeito ou teste de limites — resultam de alterações neurodesenvolvimentais, explica Nieto. Embora a compreensão do contexto seja vital, estes ainda requerem abordagem.

O sono reparador é crítico, especialmente na adolescência, com défices a causarem irritabilidade, problemas de concentração ou desmotivação. O uso intensivo de tecnologia e redes sociais também prejudica a saúde mental, perturbando a atenção, regulação emocional, estratégias sociais e empatia, além de padrões alimentares.

Nieto defende estratégias práticas como hábitos saudáveis: descanso adequado, nutrição equilibrada, socialização e exercício para gerir stress, ansiedade e desafios de atenção. Apelos recentes para limites no tempo de ecrã refletem a crescente consciencialização destes riscos.

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