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Saude·

Pais criaram a primeira associação de apoio mútuo a enlutados em Andorra

Após a morte do filho de 17 anos, Marc, em 2012, Rosa Galobardes e o marido criaram um grupo local de apoio ao luto que já ajudou mais de 200 pessoas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Criada em 2012 por Rosa Galobardes e Paco González após a morte do filho.
  • Primeira associação de apoio mútuo a enlutados em Andorra; mais de 200 participantes.
  • Oferece reuniões semanais, workshops (incluindo terapia do riso), cerimónias de velas e dois retiros anuais.
  • Defende mais psicólogos formados em luto e um protocolo para comunicar mortes súbitas.

Em 2012, após a morte do filho de 17 anos, Marc, Rosa Galobardes e o marido, Paco González, decidiram criar a primeira associação de apoio mútuo a pessoas em luto no Principado. Tinham começado a frequentar grupos mensais de apoio a pais em Barcelona e, após cerca de ano e meio de deslocações, sentiram a necessidade de criar um serviço local.

O grupo começou focado em pais que perderam filhos, mas dentro de um ano começaram a receber visitas de viúvas, irmãos e filhos adultos, pelo que alargaram o âmbito da associação a todos os tipos de luto. Até à data, mais de 200 pessoas passaram pela organização.

A abordagem centra-se na escuta e em fazer as pessoas sentirem que não estão sozinhas. Galobardes sublinha a importância de evitar comparações entre perdas: o objetivo é falar da dor, não de classificar qual perda dói mais. Muitos participantes dizem que aguardam com expectativa as reuniões semanais porque, diz ela, a sociedade em Andorra tende a evitar falar da morte.

Galobardes e o marido passaram dois anos a formar-se em cuidados de luto. A associação organiza workshops — incluindo terapia do riso, sessões guiadas e cerimónias de velas — além das reuniões regulares e dois retiros de fim de semana por ano. Alguns críticos rotularam o grupo como uma seita; Galobardes responde com ironia que espera que esses críticos nunca precisem de se juntar.

A associação pede mais recursos, especialmente psicólogos formados em luto, e a ativação de um protocolo para comunicar mortes súbitas. Galobardes argumenta que a forma como uma morte é comunicada pode adicionar camadas traumáticas a uma perda já devastadora, pelo que são essenciais profissionais formados e procedimentos claros.

Ela diz que há muitos casos de necessidades de luto por satisfazer em Andorra e promete continuar a pressionar pela implementação do protocolo. Galobardes lamenta que os cuidados de luto sejam largamente negligenciados no país e insiste que não deve ser tratado como algo apenas para exibição pública; se Andorra aspira a ser «VIP», diz ela, esse padrão deve aplicar-se também aos cuidados para os moribundos e os enlutados.

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Fontes originais

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