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Saude·

Parlamento catalão exige ativação imediata do protocolo de saúde transfronteiriço com Andorra

Uma comissão parlamentar exigiu por unanimidade que a Generalitat e o Sistema de Saúde Andorrano (SAAS) finalizem imediatamente os acordos para implementação.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Comissão parlamentar exige por unanimidade implementação imediata do protocolo de saúde Catalunha-Andorra de fevereiro de 2023.
  • Exige que o Departamento de Saúde e o SAAS definam serviços, mecanismos de encaminhamento, financiamento e critérios clínicos, incluindo capacidades de UCI.
  • Identifica o Hospital Nostra Senyora de Meritxell como provedor próximo para consultas, diagnósticos, admissões e possíveis casos de UCI.
  • Nota que acordos de 2010 cobrem alguns serviços; resolução refere paralisação apesar de prazos legislativos anteriores e novo cargo de comissário.

A Comissão de Ação Externa e União Europeia do Parlamento da Catalunha aprovou por unanimidade uma resolução que insta o governo catalão a implementar imediatamente o protocolo de saúde transfronteiriço assinado com Andorra em fevereiro de 2023, afirmando que a sua aplicação prática continua pendente mais de dois anos após a assinatura.

Apresentado pelos Junts per Catalunya, o texto pede ao Departamento de Saúde que finalize acordos específicos com o Sistema de Saúde Andorrano (SAAS) sobre quais serviços podem ser prestados a doentes catalães em Andorra e como serão canalizados os encaminhamentos e o financiamento. Exige a clarificação imediata de quais serviços hospitalares, especialidades e recursos de cuidados intensivos podem ser integrados no quadro de cooperação, para que os residentes dos Pirenéus e do Alt Urgell beneficiem sem mais atrasos.

A resolução destaca o Hospital Nostra Senyora de Meritxell — localizado a cerca de 15-20 quilómetros de La Seu d’Urgell — como capaz de assumir muitas das consultas, testes de diagnóstico e admissões hospitalares atualmente encaminhadas para centros mais distantes, como o Arnau de Vilanova em Lleida e o Vall d’Hebron em Barcelona. Cita explicitamente o potencial, em certos casos, para acesso à unidade de cuidados intensivos de Meritxell. «O desenvolvimento do protocolo é indispensável para garantir cuidados mais próximos, rápidos e eficientes», disse o deputado Jordi Fàbrega, que defendeu que os clínicos do Alt Urgell devem decidir quais testes, consultas ou admissões podem ser fornecidos com segurança em Meritxell.

A atual cooperação transfronteiriça da Catalunha com Andorra baseia-se num acordo bilateral de 2010 que já permite alguns serviços — incluindo diálise, broncoscopia e colaborações em radiologia e patologia anatómica — a serem realizados em Andorra, enquanto os doentes andorranos acedem a tratamentos altamente especializados em hospitais catalães, como transplantes e oncologia. O protocolo de 2023 visa alargar esse quadro através de acordos concretos entre o Departamento de Saúde da Generalitat e o SAAS para definir novas especialidades e serviços oferecidos de ambos os lados da fronteira.

O texto parlamentar recorda que a legislatura instou anteriormente o governo a avançar o protocolo até ao final de 2023 e menciona a criação de um Comissário para as Relações Interpirenaicas, mas afirma que não houve progressos significativos até à data. Os proponentes argumentam que ativar o protocolo melhoraria a acessibilidade, reduziria deslocações longas dos doentes e otimizaria os recursos de saúde existentes, apontando a cooperação durante a pandemia de Covid-19 como prova de que a coordenação transfronteiriça é viável e eficaz.

A resolução exige por isso que o Departamento de Saúde especifique, em conjunto com o SAAS, quais serviços e capacidades de cuidados intensivos podem ser incluídos, e defina os mecanismos para encaminhamentos, financiamento e critérios clínicos, para que o acordo se traduza em melhorias concretas para as comunidades fronteiriças e o Alt Pirineu.

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