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Projecte Vida revela domínio das mulheres no apoio familiar a dependentes em Andorra

Relatório de 2025 mostra que mulheres iniciam 87,9% das consultas familiares sobre familiares dependentes, sobretudo homens com problemas de álcool, enquanto casos diretos equilibram-se.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARAAltaveu

Pontos-chave

  • 87,9% das consultas familiares de mulheres, 12,1% de homens, maioritariamente sobre consumo de álcool por familiares masculinos.
  • Casos de apoio direto equilibrados: 53,4% homens, 46,6% mulheres, com aumento no acesso das mulheres.
  • Preocupações emergentes: jogo patológico, psicofármacos, policonsumo.
  • Desafios: feminização do apoio, prevenção de recaídas, novos riscos digitais, financiamento estável.

O Projecte Vida, principal organização de apoio a dependências em Andorra, destacou a persistente feminização do apoio familiar, com as mulheres a iniciarem quase nove em cada dez inquirições sobre familiares dependentes. O seu relatório anual de 2025 revela que 87,9% dessas consultas familiares vieram de mulheres e 12,1% de homens, confirmando o papel de liderança das mulheres na busca de orientação e apoio.

Os dados indicam que a maioria das consultas familiares envolvia familiares do sexo masculino, principalmente relacionadas com o consumo de álcool — à frente de cannabis, jogo patológico e policonsumo —, embora as mulheres tenham impulsionado o contacto. O grupo nota também preocupações emergentes, ainda que minoritárias, com o jogo e os psicofármacos, sinalizando uma maior consciencialização familiar dos riscos locais.

Em contrapartida, os casos de apoio direto entre os próprios afetados mostraram um equilíbrio de género quase perfeito. Dos 169 casos tratados no ano passado, 53,4% diziam respeito a homens e 46,6% a mulheres, refletindo um aumento significativo no acesso direto das mulheres aos serviços em comparação com anos anteriores e progresso rumo à equidade.

Ao abordar estas tendências, o Projecte Vida identificou a feminização do apoio como um desafio central, juntamente com outros para os próximos anos: enfrentar a crescente complexidade dos casos devido ao policonsumo e comorbilidades; reforçar a prevenção de recaídas e o apoio contínuo; detetar novos riscos no espaço digital e financeiro; e garantir a estabilidade de financiamento para os recursos comunitários. A organização apela a «uma resposta coordenada, progressiva e baseada em evidências que integre a dimensão comunitária nas políticas públicas».

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