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SAAS de Andorra enfrenta falta de 8 médicos especialistas devido a desafios de recrutamento

Diretora do SAAS destaca procura europeia por médicos, envelhecimento da força de trabalho, elevados custos de vida e incentivos concorrenciais como principais obstáculos, enquanto nega impacto na qualidade.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Falta de 8 especialistas em pneumologia, neurologia, cirurgia, ginecologia.
  • Envelhecimento do pessoal: 3 ginecologistas com mais de 59 anos, 3/4 urologistas com mais de 65.
  • Salários de 70 mil euros + vantagens fiscais, mas rendas de 2500-3000 euros desencorajam recrutas.
  • Sem descida na qualidade dos cuidados; queixas analisadas via canais oficiais.

O Servei d'Atenció Sanitària d'Andorra (SAAS) enfrenta uma escassez crítica de oito médicos especialistas em áreas chave, incluindo pneumologia, neurologia, cirurgia e ginecologia, segundo a diretora-geral do SAAS, Cosan.

Ela descreveu os esforços de recrutamento do hospital como «superativos» face a uma procura europeia por médicos impulsionada pela reforma dos baby boomers. Embora a ginecologia tenha atingido um recorde de nove especialistas ativos — superior aos níveis quando Cosan regressou a Andorra em 2014 —, muitos profissionais aproximam-se da reforma. Três ginecologistas têm mais de 59 anos e, em urologia, três de quatro médicos excedem os 65.

Cosan enfatizou que os incentivos financeiros são competitivos, com salários à volta de 70 mil euros brutos anuais e o sistema fiscal de Andorra a oferecer vantagens sobre Espanha. Um acordo coletivo iminente, com implementação em janeiro, validará planos de carreira de nível C para atrair médicos estrangeiros experientes. No entanto, os elevados custos de vida, particularmente rendas de 2500-3000 euros mensais mais cauções iniciais equivalentes a 12 mil euros, desencorajam candidatos.

Ela negou qualquer descida nos padrões de cuidados devido às faltas. Alterações recentes à Lei das Profissões de Saúde permitem graus médicos de fora da UE se a especialização ocorreu num país da UE, mas insistiu que a qualidade permanece protegida por lei.

Quanto a queixas de utentes, Cosan apelou ao uso de canais oficiais para feedback, o que ajuda a rastrear problemas e exigir responsabilização. Os serviços de urgência recebem mais, com metade relacionadas com tempos de espera, embora reconheça que alguns casos envolvem cuidados deficientes ou diagnósticos errados. Estes são analisados para avaliar se foram realizados testes adequados com base nos sintomas.

Sobre a morte de uma menina de 15 meses, Cosan recusou comentar por respeito à privacidade da família, referindo uma investigação em curso.

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Fontes originais

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