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Saude·

Doentes de TDAH na Andorra enfrentam ruturas contínuas de Elvanse e recorrem a Espanha

Ruturas de Elvanse nas doses de 30 mg e 50 mg persistem na Andorra, obrigando os doentes a atravessar a fronteira para Espanha sem previsão de reposição.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Elvanse 30 mg/50 mg indisponível na Andorra; doentes viajam a Espanha.
  • Cápsulas de 70 mg não se podem dividir para doses inferiores; sem alternativas.
  • Procura aumenta no início do ano letivo; limites semelhantes no Rubicrono.
  • Alfândega apreende suplementos não-UE como Osteobiflex à espera de certificados.

Os doentes com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (TDAH) na Andorra continuam a enfrentar ruturas de Elvanse nas doses de 30 mg e 50 mg, o que os obriga a viajar frequentemente para La Seu d'Urgell, em Espanha, para obter o medicamento. O fármaco, distribuído localmente pela Farmaco, está indisponível há dias, sem previsão de reposição.

As cápsulas rígidas impedem a divisão da versão de 70 mg disponível para obter doses mais baixas, deixando os doentes sem alternativas viáveis no Principado. O Elvanse, que contém lisdexanfetamina — um estimulante do sistema nervoso central —, ajuda a controlar a concentração, a impulsividade e a hiperatividade em crianças e adultos. Administrado uma vez por dia de manhã, oferece um efeito de 10 a 14 horas e continua a ser uma opção principal quando outras terapêuticas falham.

Os farmacêuticos relatam que a procura aumenta no início do ano letivo, agravando o problema. Restrições semelhantes aplicam-se a outros tratamentos para TDAH, como o Rubicrono, limitado a duas unidades por semana por farmácia. Os doentes têm assim de atravessar repetidamente a fronteira, o que acrescenta constrangimentos às suas rotinas.

As ruturas arriscam interromper o tratamento consistente para os afetados. Num desenvolvimento separado mas relacionado, a alfândega andorrana intensificou recentemente o escrutínio às importações de suplementos alimentares e produtos semelhantes de países não pertencentes à UE, como os EUA ou a Suíça. Várias remessas foram apreendidas à espera de certificados de saúde das autoridades de origem, conforme confirmado num comunicado conjunto das áreas de Recursos de Saúde e Segurança Alimentar e Ambiente do Ministério da Saúde, liderado por Helena Mas. Produtos como o Osteobiflex enfrentam atrasos de dias ou semanas até à aprovação, embora esta aplicação se dirija principalmente a importações não medicinais e não aborde diretamente as ruturas de prescrição como o Elvanse.

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