Partido Social Democrata critica UCA subdimensionada por falhar plano de saúde mental com aumento de 51% de pacientes mas só 25% de pessoal
Ministra da Saúde considera críticas alarmistas.
Pontos-chave
- Proporção paciente-profissional piorou de 73:1 para 88:1 em 5 anos; casos +50,8% (+296 pacientes), pessoal +2 (25%).
- PS afirma que UCA viola PISMA; problemas incluem recaídas, horários desalinhados, fraca coordenação com SAAS, falta de instalações juvenis.
- Ministra Mas rejeita 'expulsões', cita modelo de recuperação, consultas até 19h, novo centro de saúde mental em La Seu d'Urgell em 2027.
- Projecte Vida exige protocolos para recaídas, melhores dados, horários estendidos às necessidades sociais.
O Partido Social Democrata (PS) destacou graves pressões de pessoal na Unidade de Condutas Aditivas (UCA) de Andorra, onde a proporção paciente-profissional subiu de 73 para 88 em cinco anos, com os casos a aumentarem 50,8% — mais 296 pacientes — enquanto o pessoal cresceu apenas dois, ou 25%. Isto foi dito numa sessão de fiscalização do Conselho Geral, com o presidente do grupo parlamentar do PS, Pere Baró, a citar dados do ministério para afirmar que a unidade não cumpre o Plano de Saúde Mental e Adições (PISMA).
Baró argumentou que a procura crescente, incluindo 18,2% de uso de substâncias de alto risco entre jovens dos 15 aos 24 anos segundo inquéritos nacionais (sobretudo entre raparigas), exige melhor planeamento. Criticou os recursos limitados para respostas de emergência, prevenção e trabalho de políticas, bem como problemas levantados por grupos como o Projecte Vida: remoções de pacientes após recaídas, horários desalinhados com as realidades sociais, fraca coordenação com o SAAS e ausência de instalações dedicadas para jovens além dos 14 anos. Notou um aumento de 20% na carga de trabalho apesar de tempos de resposta de sete dias, alertando que isso degrada a qualidade dos cuidados e sobrecarrega as famílias.
A ministra da Saúde, Helena Mas, rejeitou as afirmações como alarmistas, acusando Baró e «alguma associação» — interpretada como o Projecte Vida — de minar a confiança dos utentes através de relatórios críticos. Insistiu que a UCA segue o PISMA, desenvolvido com especialistas locais e centrado em trajetórias individuais de recuperação, embora a implementação tenha atrasado, adiando uma nova contratação para março de 2024 face ao calendário de 2021-2023. Mas confirmou que não há aumentos de pessoal a curto prazo, mas delineou os serviços: consultas externas abertas até às 19h duas vezes por semana, hospital de dia das 9h às 17h exigindo abstinência, apoio de emergência e equipas comunitárias.
Sobre as recaídas, Mas rejeitou «expulsões», explicando que o modelo estrito do hospital de dia requer transferências temporárias para recursos especializados adaptados à condição do paciente, protegendo a terapia de grupo e garantindo continuidade. Disse que os horários se alinham com padrões regionais, o pessoal formado gere casos juvenis sem unidade dedicada — recentemente apoiado por realocação de edifício para melhor acesso — e excluiu serviços 24 horas.
Em resposta à Carine Montaner do Andorra Endavant, Mas detalhou o novo centro de saúde mental em La Seu d'Urgell, previsto para 2027 com estadas de um mês a um ano, permitindo a repatriação de andorranos atualmente tratados no estrangeiro, maioritariamente em Barcelona. Uma comissão de alta complexidade com o SAAS, assuntos sociais e saúde supervisiona casos externos via protocolos clínicos, sociais e residenciais. Outros apoios incluem apartamentos supervisionados na Avinguda d'Enclar.
Após a sessão, o Projecte Vida emitiu uma resposta técnica rejeitando a representação de Mas sobre as suas contribuições como minadoras de confiança. O grupo pediu protocolos claros para recaídas, critérios clínicos explícitos e dados sistemáticos, alinhados com o PISMA e padrões internacionais. Argumentaram que as recaídas exigem terapia intensificada, não reduções a dispensação de medicação e visitas semanais, que carecem de apoio suficiente. O Projecte Vida sublinhou que visa lacunas sistémicas, não profissionais, após quatro anos de preocupações não respondidas por canais institucionais. Questionaram também os horários dos serviços, notando que a disponibilidade central das 8:30h às 16h-16:30h cria barreiras de acesso para trabalhadores, mulheres precárias e estudantes, apesar de extensões parciais ao fim da tarde. Mas ainda não respondeu a esta declaração.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Altaveu•
Projecte Vida reclama protocols clars per a la gestió de les recaigudes de persones amb addiccions
- El Periòdic•
El PS alerta d’un augment sostingut de casos a l’UCA i denuncien la manca de reforç en recursos humans
- Bon Dia•
Mas acusa les associacions de fer “discursos que debiliten el sistema” de salut mental
- ARA•
88 usuaris per treballador a la Unitat de Conductes Addictives
- Diari d'Andorra•
Mas afirma que cap pacient amb addiccions deixa de rebre assistència quan pateix una recaiguda
- Altaveu•
El PS denuncia l'increment de la ràtio entre personal i pacients a la unitat de cures addictives