Uso de Medicamentos para TDAH Aumenta na Europa, Ainda Abaixo da Prevalência
Estudo da *The Lancet* revela aumentos constantes nas prescrições de fármacos para TDAH em cinco países europeus desde 2010, com mudanças para adultos e mulheres.
Pontos-chave
- Espanha: uso de fármacos para TDAH duplicou para 0,42% (204 mil pessoas), pico a meio da década.
- Reino Unido: uso triplicou abaixo de 0,4%; Países Baixos duplicou; Bélgica moderado; Alemanha disparou em 2017.
- Mudança para adultos: 18-24 anos excedem uso infantil no RU, Países Baixos, Espanha; mulheres em aumento.
- Lacuna de tratamento: prevalência 2,5-8% crianças, 1-3% adultos; apelo a melhor avaliação.
O uso de medicamentos para o trastorno de défice de atenção com hiperatividade (TDAH) tem aumentado de forma constante na Europa desde 2010, segundo um estudo publicado na revista médica *The Lancet*. A investigação, que analisou tendências na Alemanha, Espanha, Bélgica, Países Baixos e Reino Unido, destaca padrões variados de crescimento, ao mesmo tempo que nota que os níveis de tratamento continuam bem abaixo das taxas estimadas de prevalência do TDAH.
Na Espanha, a proporção da população que recebe fármacos para TDAH quase duplicou para 0,42% — afetando mais de 204 mil pessoas —, uma das taxas mais baixas entre os cinco países estudados. Este aumento foi mais pronunciado na primeira metade da última década, seguido de estabilização e uma ligeira descida em crianças dos 3 aos 11 anos desde 2015.
O Reino Unido registou um triplicar do uso, embora se mantivesse abaixo de 0,4% da população. Nos Países Baixos, o consumo mais que duplicou, enquanto a Bélgica registou um aumento mais moderado e a Alemanha experimentou um crescimento irregular com um pico a partir de 2017. Os medicamentos comuns incluíam metilfenidato, dexanfetamina, lisdexanfetamina, atomoxetina e guanfacina.
Uma mudança chave observada foi para grupos etários mais velhos. Em países como o Reino Unido, os Países Baixos e a Espanha, o uso de medicamentos entre os 18 e os 24 anos agora excede o das crianças mais novas. O crescimento tem sido particularmente forte entre adultos, com aumentos notáveis em mulheres, apesar de partirem de bases baixas. Embora os rapazes ainda dominem os novos tratamentos entre as crianças, as prescrições para adultos mostram números crescentes para mulheres.
O estudo sublinha que a prevalência do TDAH é estimada em 2,5% a 8% nas crianças e 1% a 3% nos adultos, segundo diretrizes clínicas, deixando uma lacuna substancial no tratamento. Os autores concluem que, embora o tratamento farmacológico tenha claramente expandido, é necessária uma melhor avaliação para garantir um uso apropriado e sustentado, juntamente com medidas complementares.
Fontes originais
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