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Andorra e CRG lançam concurso internacional para investigadores em genómica de montanha

Duas posições de excelência aproveitam os ecossistemas de alta montanha de Andorra para investigação em biodiversidade e biotecnologia, com prioridade para nacionais e duplicação do financiamento governamental.

Pontos-chave

  • Andorra Recerca i Innovació (AR+I) e CRG lançam concurso internacional para duas posições de excelência em genómica de montanha.
  • Aproveita ecossistemas de alta montanha de Andorra para biodiversidade, biotecnologia e investigação ambiental; prioridade para nacionais.
  • Governo duplica financiamento à investigação para 305 mil euros; candidaturas de 7 de abril a 14 de maio de 2026.
  • Evento reconhece novos doutoramentos e bolsas em saúde, clima e biodiversidade, e revela fundo de 15 mil euros para investigação educativa.

Andorra Recerca i Innovació (AR+I) e o Centre for Genomic Regulation (CRG) abriram um concurso internacional para duas posições de excelência em genómica de montanha, com os investigadores selecionados a terem afiliações conjuntas em ambas as instituições.

O programa, apresentado esta semana, visa posicionar Andorra como um centro de investigação em biodiversidade, saúde ambiental, biotecnologia e bioinformática. Aproveita os ecossistemas de alta montanha do Principado — particularmente vulneráveis às alterações climáticas e à perda de biodiversidade — como um laboratório natural para a ciência de ponta. Ao combinar a experiência do CRG em genómica e biomedicina, sediado em Barcelona, com o mandato nacional da AR+I, a iniciativa alinha-se com o Plano Nacional de Inovação e Diversificação do Ministério da Economia. Procura atrair talento internacional de alto nível, promover a transferência de conhecimentos em ciências ómicas, construir uma comunidade de investigação local estável e impulsionar o crescimento económico através da inovação.

A prioridade vai para nacionais ou residentes andorranos, de modo a reforçar a competência doméstica. As posições marcam a fase inicial de um programa mais amplo que combina investigação de elite com aplicações em ómicas e biodiversidade. Os investigadores realizarão os seus projetos principalmente em Andorra, sob contratos iniciais de três anos, renováveis por até dois anos adicionais. As candidaturas estão abertas de 7 de abril a 14 de maio de 2026, seguidas de uma pré-seleção com base nos feitos académicos e registos de investigação. Todos os pormenores estão disponíveis nos sites da AR+I e do CRG.

O lançamento coincidiu com o evento R de Recerca de quinta-feira em Sant Julià de Lòria, onde o ministro das Relações Institucionais, Investigação e Universidades, Ladislau Baró, anunciou que o governo quase duplicou o financiamento à investigação para cerca de 305 mil euros este ano, face aos 150 mil-154 mil euros anteriores. Descreveu o aumento como prova do compromisso institucional com um ecossistema de investigação robusto ligado à diversificação económica, apoiado pelos ministérios da Educação e da Economia, bem como pela AR+I.

O evento reconheceu 16 ou 17 investigadores por projetos de 2025 nas áreas da saúde, alterações climáticas, biodiversidade de montanha, questões urbanas e mais. Destacou quatro novos doutoramentos: Oriol Bonell Monsonis e Guillem Olivé Cadena em sustentabilidade e neurociência; Juan Jesús Larrabeiti Rodriguez em segurança desportiva; e Jon Apodaca Saracho em gestão de riscos naturais. Oito bolsas de mobilidade apoiaram congressos internacionais e estadas de investigação em Espanha, Áustria, República Checa e Uganda, abordando espécies invasoras, saúde global, impactos climáticos, ilhas de calor urbanas e temas relacionados.

Baró revelou também um novo fluxo de financiamento de 15 mil euros para investigação em educação andorrana, com abertura prevista para finais de abril. Apontou o sistema educativo diversificado e complexo do Principado — atualmente em revisão curricular — como um campo rico para estudo. O interesse por programas de doutoramento na Universidade de Andorra e noutras instituições público-privadas disparou em comparação com décadas passadas, quando tais percursos eram raros fora da academia. Baró atribuiu isso à crescente paixão pela investigação entre as gerações mais jovens.

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