Magistrada catalã Míriam de Rosa integra Tribunal de Corts de Andorra a 1 de abril de 2026
Nomeação finalizada após aprovação do CSJ e impugnação rejeitada pela vereadora de Andorra la Vella reforça divisão criminal face a faltas de pessoal.
Pontos-chave
- Míriam de Rosa, magistrada catalã, nomeada para o Tribunal de Corts de Andorra a partir de 1 de abril de 2026.
- CSJ aprovou em outubro; impugnação da vereadora de Andorra la Vella foi rejeitada.
- Experiência extensa em tribunais espanhóis e cooperação judicial internacional.
- Reforço responde a faltas de pessoal e melhora eficiência na divisão criminal.
Míriam de Rosa, magistrada catalã do Tribunal de Instrução número 10 de Barcelona, tomará posse como juíza no Tribunal de Corts de Andorra a 1 de abril de 2026, ao meio-dia. A cerimónia, presidida por Josep Maria Rossell, presidente do Conselho Superior da Justiça (CSJ), formalizará o seu cargo a tempo inteiro no tribunal.
A sua nomeação, aprovada pelo CSJ em outubro passado, tornou-se definitiva após o Tribunal Superior de Justiça ter confirmado o processo de seleção numa sessão plenária. A vereadora de Andorra la Vella, Alexandra Terés, candidata não admitida nos concursos internos por falta de elegibilidade, contestou a combinação de três concursos internos com um externo para juristas qualificados, alegando possível inconstitucionalidade. Terés acabou por desistir de recorrer ao Tribunal Constitucional, permitindo a integração de De Rosa nos termos do artigo 65 da Lei Qualificada da Justiça.
O concurso externo foi lançado a 26 de maio de 2025. De Rosa Palacio, que ingressou na carreira judicial espanhola em 2001 com uma licenciatura em Direito pela Universidade de Barcelona, saiu vencedora apesar dos atrasos. A sua experiência inclui funções de juíza e magistrada em Igualada, Guipúscoa, Manresa e Barcelona, além de cargos de decana e institucionais. Impulsionou a cooperação judicial internacional, a formação de profissionais da justiça e iniciativas europeias e mediterrânicas de modernização institucional, nomeadamente como responsável pelas relações internacionais e institucionais na Escola Judicial de Espanha, com ênfase nos direitos fundamentais e na inovação judicial.
A integração visa reforçar o funcionamento do Tribunal de Corts, especialmente em matéria criminal, face às faltas de pessoal registadas no último ano. As autoridades esperam que contribua para acelerar processos pendentes e aumentar a eficiência.
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