Amnesty International critica Andorra por proibição do aborto, crise habitacional e limites à liberdade de expressão
**Relatório anual da Amnesty International critica Andorra por proibição do aborto, crise habitacional e restrições à liberdade de expressão** Anúncio do *The State of the World’s Human Rights –
Pontos-chave
- A Amnesty International critica a proibição total do aborto em Andorra, obrigando 131 mulheres por ano a viajar para Espanha para procedimentos.
- As reformas habitacionais não abordam as preocupações públicas sobre a escassez de habitação acessível.
- As leis de difamação restringem a liberdade de expressão ao punir críticas a funcionários.
- O relatório destaca falhas na resposta à violência baseada no género e nos cuidados de saúde para transgéneros.
**Relatório anual da Amnesty International critica Andorra por proibição do aborto, crise habitacional e restrições à liberdade de expressão**
Anúncio do *The State of the World’s Human Rights – Amnesty International Report 2025-26*, publicado na terça-feira, traça um quadro sombrio dos direitos humanos globais face a ataques ao direito internacional e à sociedade civil. Abrangendo de 144 a 155 países, incluindo Andorra, o documento destaca o Principado por falhas nos direitos reprodutivos, habitação, violência baseada no género, cuidados de saúde para transgéneros e liberdades de expressão.
O relatório denuncia a proibição total do aborto em Andorra como uma violação de direitos, incluindo o acesso a procedimentos seguros. Uma investigação jornalística de 2025 encontrou uma média de 131 mulheres residentes a viajar anualmente para Espanha para interrupções voluntárias da gravidez. Embora o chefe do governo tenha anunciado em abril planos para despenalizar a prática até 2027, a Amnesty nota que isso não proporcionaria serviços locais, deixando mulheres e raparigas dependentes de cuidados estrangeiros.
As reformas habitacionais merecem dura repreensão. A lei-quadro do Conselho Geral de março de 2025 procura proteger o direito à habitação, mas carece de ações específicas para aumentar a oferta de habitação social. Esta lacuna persiste mesmo com inquéritos locais a classificarem a habitação acessível como a principal preocupação pública.
As leis de difamação continuam a punir críticas a funcionários e instituições, violando normas internacionais. Essas disposições sustentaram o caso contra Vanessa Cortés, cabeça do Stop Violències.
No que respeita à violência baseada no género, os peritos do GREVIO do Conselho da Europa instam a uma recolha de dados melhorada sobre ligações vítima-agressor, categorias de violência e decisões judiciais, além de maior envolvimento de grupos de mulheres. A Amnesty considera os esforços existentes insuficientes para abordar todas as manifestações.
As pessoas transgénero continuam sem os protocolos de afirmação de género prometidos, inicialmente previstos para o final do ano e discutidos desde 2022, pondo em risco a sua saúde. A organização apela a passos urgentes para garantir proteções plenas em todos estes domínios.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Bon Dia•
Toc d'alerta d'Amnistia Internacional per l'avortament, violència de gènere i l'habitatge
- Diari d'Andorra•
Amnistia Internacional denuncia mancances en el dret a l'habitatge i en violència de gènere
- ARA•
Amnistia Internacional posa el focus en l'avortament i l'habitatge a Andorra
- La Veu Lliure•
Un informe d’Amnistia Internacional alerta de dèficits en la protecció de les persones trans a Andorra
- Altaveu•
Amnistia Internacional pica el crostó a Andorra per l'avortament i la crisi de l'habitatge