Amplo apoio no Parlamento de Andorra à taxa de vinheta para veículos estrangeiros, pendente de estudos
### Amplo apoio parlamentar à vinheta para veículos estrangeiros, pendente de estudos do Governo O Conselho Geral continua a demonstrar amplo apoio à introdução de uma taxa de vinheta em veículos
Pontos-chave
- Amplo apoio no Parlamento de Andorra à taxa de vinheta para veículos estrangeiros, pendente de estudos do Governo.
- Principais partidos PS e Andorra Endavant apoiam incondicionalmente; Demòcrates e DA condicionam a avaliações de impacto.
- Concòrdia promove emenda para transparência nos contratos de Andorra Turisme antes da votação a 30 de abril.
- Maioria bloqueia propostas do PS para transparência na AREB e AFA; emendas seguem para plenário.
### Amplo apoio parlamentar à vinheta para veículos estrangeiros, pendente de estudos do Governo O Conselho Geral continua a demonstrar amplo apoio à introdução de uma taxa de vinheta em veículos estrangeiros no âmbito da nova lei do turismo, sujeita a estudos de viabilidade. Todos os principais partidos manifestaram aprovação durante debates recentes, com condições variadas. O Partido Social Democrata (PS) e Andorra Endavant ofereceram apoio incondicional. O líder do PS, Pere Baró, referiu a proposta do seu partido em 2022 para cobrar veículos que não pernoitam e autocarros turísticos, chamando-lhe uma medida forte. Carine Montaner, de Andorra Endavant, destacou-a como uma promessa eleitoral de 2023, enfatizando que a taxa não deve aplicar-se a residentes ou trabalhadores transfronteiriços. Os partidos da maioria, Demòcrates e Acordo de Cidadãos (DA), apoiaram a ideia em princípio, mas vincularam-na a avaliações governamentais planeadas para o próximo ano. A presidente da comissão de economia dos Demòcrates, Meritxell López, pediu a avaliação de impactos nos trabalhadores transfronteiriços, veículos recentemente residentes sem remarcação, montantes da taxa, proporcionalidade à duração da estadia e consequências comerciais. Notou que os excursionistas diários geram atividade comercial substancial apesar de gastarem menos que os hóspedes com pernoite, instando à cautela para evitar declínio turístico ou danos aos negócios. Víctor Pintos ecoou a necessidade de pesar benefícios contra riscos. ### Concòrdia reserva emenda sobre transparência nos contratos de Andorra Turisme O debate persiste sobre o acesso público aos contratos de Andorra Turisme na nova lei do turismo, sujeita a votação a 30 de abril. O líder da Concòrdia, Cerni Escalé, criticou a confidencialidade dos contratos superiores a 20.000 € na entidade pública, insistindo que os detalhes da despesa governamental devem ser públicos. Acusou as autoridades de ocultar despesas e confirmou que o seu grupo avançará com uma emenda em plenário para discussão. Pere Baró, do PS, posicionou a transparência como elemento democrático essencial, afirmando que os fundos públicos exigem prestação de contas aos cidadãos. O seu grupo ainda não finalizou a posição, com conversas internas agendadas para a próxima semana e sem reserva de emenda planeada no momento. ### Maioria bloqueia impulso do PS pela transparência na AREB e AFA, mas emendas seguem para plenário Os partidos da maioria, Demòcrates e DA, rejeitaram propostas do PS para isentar membros do Conselho Geral das obrigações de sigilo sobre documentos da Agência de Resolução e Recuperação Bancária de Andorra (AREB) e da Autoridade Financeira Andorrana (AFA) durante debates em comissão sobre emendas à lei de recuperação bancária e sociedades de investimento. Concòrdia e Andorra Endavant apoiaram as alterações, mas os números da maioria prevaleceram. As emendas pretendiam especificar que o sigilo «não se aplica aos conselheiros gerais no exercício de funções parlamentares», no meio de repetidos pedidos do Tribunal de Contas para auditar contas intervencionadas da BPA, negados pela AREB. O conselheiro do PS Pere Baró argumentou que as medidas são vitais para a supervisão ao abrigo do artigo 50.º da Constituição, alertando que o acesso restrito afasta áreas chave do escrutínio e erode a transparência institucional. Desde então, apresentou duas reservas formais de emenda — uma para dados da AREB e outra para a AFA no âmbito da lei do Instituto Nacional de Finanças —, reafirmando o acesso à informação como essencial para o controlo democrático e separação de poderes. A questão regressa ao plenário a 30 de abril, onde as posições da maioria parecem firmes. ### Reformas no regulamento do Conselho Geral avançam para aprovação Um grupo de trabalho sobre o regulamento do Conselho Geral realizou a sua última reunião presencial, acordando reformas incluindo a renomeação de comissões de inquérito como comissões de investigação e alinhamento com alterações ao código penal para punir não comparência, falso testemunho ou retenção de documentos. Os conselheiros têm até princípios de maio para rever, com registo a meio de maio antes da aprovação, a montante do debate de política do Governo a 29-30 de junho.
Fontes originais
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- Bon Dia•
La transparència de l'AREB, de nou al ple del Consell General
- Diari d'Andorra•
Baró defensa eliminar els límits de secret per reforçar el control del Consell General
- Altaveu•
La majoria bloqueja l'intent de dotar AREB i AFA de més transparència
- El Periòdic•
Reserva d’esmena de Concòrdia pels contractes d’Andorra Turisme: “S’està amagant quant s’està gastant el Govern”
- Diari d'Andorra•
El Consell General veu amb bons ulls l’aplicació de la vinyeta turística