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Politica·

Seu d'Urgell suspende contratação de técnico educacional em investigação antifraude

Câmara municipal para processo seletivo por alegadas regras irregulares após queixa ao OAC da Catalunha, que pediu documentos apesar de rácio baixo

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Pontos-chave

  • Câmara suspende processo após OAC investigar queixa sobre alterações de regras de graus gerais para qualificações específicas.
  • Regras originais priorizavam exame escrito; modificações garantiam adequação do candidato, presidente nega favoritismo.
  • Apenas um candidato admitido, ligado a partido da oposição, aprovado após pedido de documentos do OAC.
  • Junts exige pormenores, recusa apoio; sem exame realizado, prazo de resolução incerto.

A câmara municipal de Seu d'Urgell suspendeu um processo seletivo para um posto de técnico educacional, sob investigação do Gabinete Anticorrupção (OAC) da Catalunha, confirmou o presidente Joan Barrera.

O processo, destinado a preencher um cargo no Plano de Ambiente Educativo da vila, foi suspenso à espera da decisão do OAC. Segue-se a uma queixa que alega um «possível desenho irregular» nas regras do concurso. O OAC, que só inicia investigações em 4% das queixas recebidas, solicitou toda a documentação relacionada à câmara.

A queixa destaca alterações nos critérios do concurso, inicialmente redigidos para o ano fiscal 2020/2021. Inicialmente, essas regras aceitavam candidatos com qualquer licenciatura ou diploma universitário, com a fase de mérito a ter peso limitado — tornando o exame escrito o fator decisivo, segundo a queixa.

Barrera defendeu as modificações como puramente técnicas, destinadas a garantir que as qualificações do candidato selecionado se adequassem aos requisitos do cargo. Rejeitou firmemente qualquer sugestão de favoritismo ou viés político, apesar de o único candidato admitido ocupar um cargo de organização num partido da oposição.

A controvérsia agravou-se após a junta de governo da câmara aprovar a lista final de candidatos admitidos — nomeando apenas essa pessoa — a 18 de fevereiro. Isso ocorreu numa reunião da junta a 16 de fevereiro, dois dias após o OAC já ter pedido documentos. A comunicação social local noticiara a investigação, com a confirmação de Barrera, e os membros da junta discutiram-na abertamente.

A porta-voz do Junts pediu pormenores completos à equipa executiva durante a reunião e afirmou depois não apoiar a continuação do processo. Não se realizou qualquer exame desde a intervenção do OAC.

Barrera disse que o prazo para uma resolução do OAC continua incerto, apesar das suas diligências de acompanhamento. A câmara manterá o processo em espera até lá.

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